LEVEE é uma das empresas apoiadoras do projeto que inclui a pesquisa inédita “Violência e Assédio contra a Mulher no Mundo Corporativo”


“É cruel e atormentador o torvelinho de emoções que somos submetidas, como se um redemoinho nos envolvesse e nos levasse ao fundo, tirando de nós toda a possibilidade de defesa. Falta-nos firmeza pessoal para enfrentarmos momentos e situações de violência, ou somos premidas pelo medo e vergonha de nos expormos?” – Trecho retirado do livro “Sobrevivi…Posso contar”, escrito por Maria da Penha, protagonista da luta pelos direitos das mulheres no Brasil

Na manhã da quinta-feira, 07 de novembro, em um evento para 250 pessoas realizado no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, o Instituto Vasselo Goldoni (IVG), lançou o portal Rota VCM

Com o apoio institucional do IVG, a contribuição financeira da LEVEE, a gestão da CMI Business Transformation, suporte de coordenação da Demarest Advogados, o conteúdo da Think EVA e a mentoria da ONU Mulheres, o que era para ser apenas uma cartilha de violência contra mulher transformou-se em uma plataforma digital e viva: a Rota VCM, sigla que representa a VIDA e a CORAGEM da MULHER.

A atividade contou com a mediação da apresentadora do telejornal Bom dia SP, da TV Globo, Glória Vanique.

A proposta é aumentar a conscientização das empresas em relação ao tema e convocar o empresariado brasileiro para se transformarem em agentes de mudança na sociedade. A plataforma reúne em um único local todas as informações que estavam pulverizadas sobre o tema e terá seu foco principal no apoio aos profissionais de RH e gestores de empresas.

DADOS

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) demonstram que uma (01) em cada cinco (05) mulheres com menos de 18 anos no mundo já foi vítima de estupro ou violência sexual. No Brasil, de acordo com o último levantamento do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019, 66 mil casos de violência sexual foram notificados no país, ou seja, mais de 180 casos de estupro por dia, em 2018.

Segundo a vice-presidente do Instituto Maria da Penha, Regina Célia, a violência contra as mulheres, seja no trabalho ou doméstica é uma das faces da desigualdade vivida pela sociedade.

“Nós que estamos no dia a dia da violência contra a mulher não podemos disfarçar nada. Temos que encarar aquilo que quer nos intimidar: o medo, a morte e a falta de coragem”, salienta.

Regina Célia, vice-presidente do Instituto Maria da Penha

Para  Maristella Iannuzzi, da  CMI Business Transformation as informações reunidas facilitam a vida da mulher que sofre com a violência.

“Entendemos que não devemos falar apenas com a vítima. Temos que tratar com a mulher que sofre e acha que o que ocorre com ela é normal, para que perceba o abuso. Este também é um papel do mundo corporativo. Precisamos que os homens, que em sua maioria são as lideranças nas empresas se engajem e se envolvam com a dor sentida por essa mulheres”, argumenta Maristella.

Maristella Iannuzzi, da  CMI Business Transformation

Violência e Assédio

Durante o evento também foram divulgados os resultados da maior pesquisa produzida no Brasil com objetivo de compreender o posicionamento das empresas em relação à temática da violência contra mulher. O projeto denominado “Violência e Assédio contra a Mulher no Mundo Corporativo” entrevistou 311 empresas, no segundo semestre de 2019, e traz dados interessantes sobre este universo. Cerca de 80% das companhias participantes são de porte grande e médio.

A pesquisa faz parte da iniciativa de quatro mulheres: Edna Vasselo Goldoni (IVG), Maria Helena Bragaglia (Demarest) e Maristella Iannuzzi (CMI) e Ivana Mozetic (LEVEE), que estão à frente de projetos de empoderamento feminino em suas organizações.

Maristella Iannuzzi (CMI) . Maria Helena Bragaglia (Demarest) . Ivana Mozetic (LEVEE) . Edna Vasselo Goldoni (IVG)

Para a sócia do escritório Demarest Advogados Maria Helena Bragaglia o papel das empresas é fundamental para melhorar este cenário.

“Não devemos tratar os dados apenas de forma numérica”, alerta.

Na amostra, em 36% das empresas que responderam ao questionário, não existe nenhum compromisso formal com o empoderamento das mulheres. Porém, 53% dizem que possuem políticas e ações para a promoção da equidade de oportunidades e inclusão de mulheres. Essas empresas afirma que em 31% dos casos o RH ou o setor de Responsabilidade Social são os responsáveis pela implantação de compromissos com o empoderamento de suas colaboradoras.

 Um dado alarmante é que 68% das companhias não possui políticas e ações para apoiar funcionárias vítimas de violência doméstica e 55% não monitoram e atuam sobre casos mulheres que sofrem com algum tipo de violência. Porém, 60% das empresas afirmam que possuem políticas e ações para combater o assédio moral e sexual.

A promotora de justiça do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (Gevid), em São Paulo, Gabriela Manssur, é a idealizadora da iniciativa de inserir mulheres no mercado de trabalho para quebrar o ciclo de violência doméstica. Segundo ela, a violência contra a mulher é perniciosamente democrática, pois atinge a todas as classes sociais.

Gabriela Manssur, promotora de justiça

“É necessário sensibilizar os homens que estão com “a caneta na mão”, ocupando a maioria dos cargos de gestão para a implementação de políticas de combate à violência. As mulheres estão cansadas de ser tratadas como vítimas. Elas querem ser vistas como sobreviventes”, reforça a promotora.

Conheça detalhes da pesquisa CLICANDO AQUI.

LEVEE Inteligência Operacional

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