O impacto das tecnologias sobre o mercado de trabalho nas últimas décadas é inquestionável. 

Uma reportagem recentemente publicada no jornal Valor Econômico trata sobre um trabalho produzido na Universidade de Brasília (UnB) que questiona o avanço da tecnologia no mercado de trabalho brasileiro.

O estudo do Laboratório de Aprendizado de Máquina em Finanças e Organizações (LAMFO), da UnB, avaliou 2.062 ocupações e concluiu que 25 milhões de empregos (ou 54% do total) estão alocados em funções com probabilidade alta (de 60% a 80%) ou muito alta (80%) de automação.

Um Relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) chamado “O Futuro do Trabalho” estima que 14% dos empregos do bloco têm alta probabilidade (70%) de automação. Outros 32% serão “radicalmente transformados”, têm de 50% a 70% de chances de serem robotizados.

O debate aponta que a Inteligência Artificial (IA) pode criar máquinas com capacidades cognitivas até então exclusivas dos humanos. Sob o aspecto econômico, em alguns segmentos pode não ser viável substituir gente por máquina. Mas, lenta ou rapidamente, o avanço da máquina continuará sua marcha, afirmam especialistas.

O rápido progresso na capacidade de máquinas e da Inteligência Artificial de automatizarem um número crescente de tarefas realizadas por humanos têm o potencial de acelerar a substituição do trabalho pelo capital e induzir ganhos significativos de produtividade, exigindo menos trabalho no processo produtivo.

No Brasil, o cenário é particularmente desafiador para o trabalhador, que além de enfrentar uma economia estagnada depois da pior recessão da história do país ainda corre o risco de se ver obsoleto daqui a não muito tempo.

Como toda revolução, muitas podem ocorrer, mas não é o fim do mundo. Afinal, o debate sobre a substituição do homem pela máquina acontece desde a Primeira Revolução Industrial.

Diante dessas mudanças, há um receio em diversos países sobre a possibilidade de um futuro sem empregos. Ainda que seja difícil estimar exatamente como se dará esse processo, o relatório da OCDE “O Futuro do Trabalho” afirma que uma redução substancial do emprego como resultado da digitalização e da globalização é improvável.

Porém, as empresas enfrentam desafios para encontrar o talento certo e transformar dados em insights.

Nessa perspectiva, a área de Recursos Humanos passa a ter um papel extremamente relevante. É importante que o RH se alie ao Machine Learning, a fim de ter acesso às informações e aos insights necessários para conseguir atrair e reter os melhores talentos.

Essas tecnologias combinadas – Inteligência Artificial e Machine Learning – tendem a reduzir muito as decisões baseadas em conceitos subjetivos. Permitem também mais agilidade na gestão de pessoas, na entrega de análises que podem melhorar resultados e a relação entre as pessoas. Com a geração de resultados mais confiáveis, as consequências são tomadas de decisões mais precisas.

Os RHs devem aproveitar as ferramentas tecnológicas que, agilizam, eliminam e automatizam tarefas administrativas repetitivas, liberando tempo de seus colaboradores para tarefas mais estratégicas ou analíticas.

As máquinas aumentarão as capacidades humanas e permitirão produtos, serviços e processos inteiramente novos. Portanto, o efeito sobre a demanda por mão-de-obra, mesmo dentro dos empregos que são parcialmente automatizados, podem ser muito positivos. E é provável que aumentem as vagas de trabalho para tarefas que são complemento para estes sistemas.

Ao fundar a LEVEE em 2016, a visão era combinar a paixão pelos dados com tecnologias disruptivas para criar uma empresa capaz de revolucionar a maneira que se contrata o maior capital das corporações: o humano.

A LEVEE especializou-se em atender empresas com altos volumes de mão de obra operacional, nossa plataforma baseada em Machine Learning e People Analytics ajuda a operação a melhorar a sua produtividade, focando em recrutamento e retenção.

Para que esse sistema funcione, ele precisa ter uma grande quantidade de dados para alimentá-lo e uma equipe de profissionais que trabalham com essas informações e criam modelos que façam as combinações corretas.

Um relatório da empresa de pesquisa Cognilytica estima que cerca de 80% do tempo usado na maioria dos projetos de aprendizado de máquina é gasto com a preparação de dados, que os otimiza para o sistema, e com tarefas de engenharia, que garantem a extração de grandes quantidades de dados de bases. A empresa estima que o mercado global de preparação de dados movimentou US$ 1,1 bilhão em 2018 e chegará a US$ 3,2 bilhões até 2023.

A LEVEE conecta os melhores talentos às oportunidades de trabalho mais aderentes ao seu perfil. O trabalho, em parceria com a área de Operações e Recursos Humanos, é focada em um processo de contratação mais eficiente. O objetivo é ajudar as empresas a encontrarem o candidato certo mais rápido e reduzir as perdas anuais de milhões de reais causadas pela improdutividade de suas operações.

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