Investimentos em Inteligência Artificial têm provocado mudanças perceptíveis em todo o mundo

É perceptível que o futuro do trabalho já chegou. Um trabalho recente da Universidade de Brasília (UnB) produzido sobre o avanço da tecnologia no mercado de trabalho brasileiro, avaliou 2.062 ocupações e concluiu que 25 milhões de empregos (ou 54% do total) estão alocados em funções com probabilidade alta (de 60% a 80%) ou muito alta (80%) de automação.

Há um avanço da indústria 4.0, em que as atividades recorrentes começam a ser realizadas por máquinas, enquanto aparece a demanda por um novo tipo de profissional. 

De que maneira os gestores de Recursos Humanos podem se preparar para a próxima década, que promete trazer mudanças capazes de tornar nosso local de trabalho irreconhecível para as gerações anteriores?

Com a Inteligência Artificial, tarefas cotidianas que tomam tempo e não possibilitam grandes retornos podem ser automatizadas, deixando os profissionais livres para realizar funções mais rentáveis e estratégicas.

Um estudo desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a Microsoft, mostra que a implementação da tecnologia promete aumentar a renda tanto dos trabalhadores menos qualificados quanto dos mais qualificados, em todos os cenários. No cenário mais agressivo, os menos qualificados terão aumento de 7% na renda, enquanto os mais qualificados verão esse número em 14,72%. No mercado geral, o aumento de renda será de 9,26%.

A Inteligência Artificial (IA) já contribui para a melhoria da produtividade impulsionando assim o crescimento econômico. Segundo o Gartner, em 2021, o crescimento do uso de Inteligência Artificial (IA) gerará US$ 2,9 trilhões de valor para os negócios e 6,2 bilhões de horas de produtividade em todo o mundo. A expectativa de aumento no valor dos negócios de IA está diretamente relacionada à experiência do cliente. Ainda, de acordo com o Gartner, o uso da inteligência aumentada reduz os erros e oferece conveniência e personalização em escala, popularizando os benefícios anteriormente restritos. 

 Apontamos algumas tendências para as quais todas as empresas e seus RHs devem se preparar nessa nova década:

 

  1.   A Inteligência Artificial (IA)

 Somente em 2018, o número de empresas que usam Inteligência Artificial (IA) triplicou. Agora, 37% das empresas já implementaram a tecnologia de alguma forma. Até 2030, uma pesquisa da McKinsey aponta que 70% das empresas terão adotado pelo menos algum recurso da IA. Isso pode ter desdobramentos significativos nas áreas de relacionamento com cliente, recrutamento e contratação, cadeias de suprimentos e segurança cibernética, para citar apenas alguns exemplos.

O conhecimento sobre Inteligência Artificial (IA) será fundamental no mercado de trabalho na próxima década, aponta a Dell, no relatório “O Futuro do Trabalho”, realizado pela empresa em parceria com o Instituto do Futuro (IFTF). De acordo com o estudo, o conhecimento exigido não será necessariamente técnico, mas os funcionários precisarão aprender a julgar efetivamente o que as máquinas podem e não podem fazer, bem como o que elas devem e não devem fazer. No entanto, isso não significa que a IA substituirá os trabalhadores, pelo contrário.

2. A experiência do funcionário

Como a próxima década tende a vivenciar a escassez de talentos, os líderes precisarão se esforçar para garantir que seus funcionários estejam felizes, saudáveis ​​e realizados. Essas características se enquadram na “experiência do funcionário”, um conceito que evoluiu a partir da satisfação e do envolvimento das pessoas. Melhorar a experiência do funcionário pode enriquecer o recrutamento e a retenção, bem como os resultados finais. As empresas com os funcionários mais engajados, por exemplo, experimentam lucratividade 21% maior do que aquelas com os menos engajados.

  1.   Ter propósito

 As mudanças nos processos de produção, no comportamento do consumidor e do próprio colaborador estão abrindo espaço para novos modelos de negócios cada vez mais inovadores e também para o surgimento de novas tendências em diversas áreas do mundo corporativo, especialmente na área dos Recursos Humanos.

O trabalho está no centro do processo de humanização do homem – é um processo que simultaneamente altera a natureza e autotransforma o próprio ser que trabalha. Desta maneira, trabalhar não envolve apenas o campo da sobrevivência, mas também independência, satisfação, motivação e autorrealização. Em outras palavras, a relevância que o significado do trabalho possui para as pessoas, cada vez mais está relacionada à busca de sentido ou de propósito.

A Deloitte perguntou a quase 10 mil CEOs a medida mais importante para o sucesso: a principal resposta foi “impacto na sociedade”. Com 34% de votos, essa opção recebeu o dobro das indicações mais tradicionais, como a satisfação do cliente (18%), a satisfação e a retenção de funcionários (17%) e o desempenho financeiro (17%). Na próxima década, os líderes precisarão ouvir os autores mencionados e criar propósito em todas as facetas de seus negócios.

A LEVEE usa Machine Learning, Análise Preditiva e People Analytics para ajudar as empresas que contratam mão de obra operacional (profissionais com baixa qualificação ou pouca especialização) em altos volumes (+1000/ano) a melhorarem a qualidade do serviço e alinharem e preverem às demandas da força de trabalho aos principais KPIs da empresa ou operação. Com a solução, é possível selecionar os perfis mais qualificados para somar forças ao negócio, aumentando índices de produtividade e retenção.

Referência:

Forbes – 3 tendências de trabalho para a próxima década:
https://forbes.com.br/carreira/2020/01/3-tendencias-de-trabalho-para-a-proxima-decada/

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