Passado mais de dois meses em que a crise do novo Coronavírus se instaurou no Brasil afetando a saúde pública e também a economia do país, empresas apostam na transformação e adaptação digital de seus negócios e em ações de recuperação para se reinventarem durante a pandemia.

Para discutir os principais desafios das empresas no atual momento e as oportunidades pós quarentena, executivos de grandes marcas do varejo como, Paulo Correa (CEO da C&A), Artur Grynbaum (CEO do Grupo Boticário), João Pedro Paro (CEO da Mastercard) e Renata Moraes Vichi (CEO do Grupo CRM) se reuniram virtualmente, na última quinta-feira (30), em um debate online organizado pelo portal Money Report (Money Talks). O evento contou com o patrocínio da LEVEE.

O debate

Durante a conferência muito se falou sobre novos hábitos do consumidor, especialmente o consumo on-line. Para o CEO da C&A, Paulo Correa, é necessário entender os novos comportamentos dos clientes e suas novas relações com familiares, amigos, trabalho e até consigo para entregar conforto, qualidade e segurança na casa de cada um. 

“A sociedade do dia 13 de março de 2020 não existirá mais. Teremos um novo normal com novas empresas e novos negócios”, afirma o executivo.

Segundo ele, a C&A viu o número de downloads do aplicativo da loja saltar exponencialmente no mês de abril, fazendo com que acelerasse o que chamam de “ship from store”, ou seja, boa parte das lojas físicas da marca estão virando centros de distribuição (CD’s) e despachando os produtos comprados no marketplace, da loja diretamente para a casa dos clientes. O executivo explica que essa prática já era comum, mas se intensificou com o isolamento.

Os canais de relacionamento, como publicidade, redes sociais e comunicação direta com a base de cliente são meios cada vez mais ativos durante a pandemia.

“Acredito que todos nós viramos influenciadores e canais neste momento”, avalia Paulo Correa.

É o que também acredita Renata Moraes, do grupo CRM (Kopenhagen, Chocolates Brasil Cacau, Kop Koffee e Lindt). A executiva contou que assim que perceberam a gravidade da crise, no início de março, o grupo tomou medidas estratégicas para sobreviver à ela. No dia 21 de março, com ajuda de uma consultoria especializada, já tinham todo o plano de contingência definido e divulgado entre os franqueados para que eles pudessem focar no realmente importava: as vendas.  

“Nos preparamos para o pior, mas trabalhamos para o melhor” revela a executiva.

A Páscoa é uma data importante para o grupo, pois representa 30% do faturamento anual da companhia. Por meio da antecipação de informações, relacionamento com funcionários, clientes e fornecedores e da ativação robusta do e-commerce e delivery conseguiram, com empenho dos franqueados, um aumento de 91,8% em suas vendas.

O grupo Boticário também viu suas vendas on-line multiplicarem – 39% dos consumidores continuam realizando suas compras virtualmente – e esse número tende a aumentar em função do novo comportamento dos compradores. Estatística essa que fez a companhia acelerar e intensificar investimentos em tecnologia e digitalização.

“Coisas que ainda estávamos discutindo tiveram que ser implementadas em dois dias”, comenta o CEO do Grupo, Artur Grynbaum.

O executivo conta que focaram em três pilares para atuar durante a pandemia: segurança dos funcionários e clientes, continuidade dos negócios, visando canais de vendas e replanejamento do fluxo financeiro e ações sociais – a marca já doou mais de 216 toneladas de álcool-gel para o combate ao novo coronavírus.

Embora o último balanço da Mastercard, divulgado no dia 29 de abril, tenha registrado um lucro acima da expectativa para o primeiro trimestre, ainda é difícil prever algum crescimento significativo para 2020, mesmo com o aumento de consumo nos e-commerces.

Segundo João Pedro Paro, CEO da operadora de cartões de crédito, “a recuperação econômica não será tão rápida e existem setores que naturalmente têm uma recuperação mais lenta. As pessoas ainda estão com medo e entendendo os novos hábitos de consumo”.

Por outro lado, existem motivos para acreditar em uma adaptação e movimentação das empresas.

“Através das transações financeiras é possível acreditar que algumas companhias já estão encontrando novas formas de vender. Não são todas, mas já existe esse movimento” afirma o CEO.

Novos modelos de negócios e novos modelos de contratações

Essas empresas, além de serem grandes varejistas, têm em comum a preocupação com a segurança e saúde de seus funcionários. Muitas delas adotaram o modelo de home office para continuarem operando, minimizando assim a exposição de seus colaboradores ao risco.

O formato de trabalho em casa já era considerado em grandes empresas mesmo antes da crise, mas com o avanço da doença no Brasil esta prática aumentou. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) estima um aumento de 30% do home office no país mesmo após a pandemia.

Através de medidas lançadas pelo governo, como a MP 936, algumas empresas adotaram estratégias como suspensão de contrato de funcionários ou redução da jornada de trabalho para tentar contornar a crise. Outras empresas adotaram o movimento #NãoDemita.

Outro modelo de trabalho que está crescendo, especialmente durante os últimos meses, é a contratação de temporários.

Durante o debate, Jacob Rosenbloom, CEO da LEVEE, questionou Paulo Correa, CEO da C&A, sobre a importância e a necessidade de contar com esse formato de contratações mais flexíveis. O executivo afirmou que:

“A necessidade é a mãe de todas as soluções. O formato de contratações que temos hoje é extremamente engessado e gera, de fato, menos emprego. A solução para isso exige maior flexibilização. Precisamos viabilizar esses formatos, com sindicatos e outros órgãos, para abrir portas.”

Independente da estratégia do negócio, o que está claro para todos os executivos é que a sustentabilidade das organizações está ligada à tecnologia. Ferramentas que possam auxiliar nesse momento nunca se fizeram tão necessárias

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Confira o vídeo com o debate na íntegra: https://www.moneyreport.com.br/money-talks/especialistas-debatem-os-desafios-e-oportunidades-do-varejo-na-crise-do-coronavirus/

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