Como as empresas podem apoiar essas mulheres em pleno distanciamento?

A violência doméstica contra a mulher tem aumentado desde o início da pandemia do novo coronavírus, segundo alerta o Instituto Maria da Penha. Antes, as estatísticas apontavam que a cada dois segundos uma mulher sofria violência física ou verbal no Brasil, entretanto, o isolamento social e a convivência forçada com o agressor, faz com que os números cresçam. 

Segundo as informações do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), houve um aumento de 22% de casos de feminicídio no país somente durante os meses de março e abril, início da pandemia.

Em comunicado à imprensa a diretora executiva do FBSP, Samira Bueno, afirma que  

“Durante a crise sanitária, muitas mulheres estão confinadas com o agressor, com dificuldade em pedir ajuda pelo celular, sem poder sair de casa e, além disso, muitas vezes em condições precárias e desempregadas”, alerta. “Outras tiveram sua renda diminuída por conta dos reflexos no mercado de trabalho e estão mais vulneráveis do que antes.”

O que as empresas podem fazer para ajudar?

Muitas empresas estão operando, no momento, em modelo home office – o que tem desafiado constantemente os profissionais de Recursos Humanos a estarem presentes nesses casos e propor alternativas que ajudem nas denúncias.

A Magazine Luiza é um bom exemplo. A varejista tem intensificado a sua campanha em canais sociais incentivando as mulheres a denunciarem as agressões através do aplicativo Magalu. Trata-se de um botão ‘escondido’ que atrai as pessoas com produtos de maquiagem, mas direciona a vítima a usar o botão de pânico que já está conectado com o canal180 do governo federal. Somente durante o início da pandemia, o APP já registra um aumento de 400% de pedido de socorro.

Outra grande campanha que tem chamado atenção nas redes sociais é o do próprio Instituto Maria da Penha, que lançou um vídeo para conscientizar a população sobre o problema e alertar para o fato de que, mesmo em distanciamento social, ao presenciar qualquer cena suspeita devemos denunciar. Confira:

Recentemente a ROTA VCM, apoiada pela LEVEE e em parceria com a Talenses Group e o Movimento Mulher 360 (MM360), divulgou uma pesquisa realizada com mais de 300 empresas revelando que 68% das companhias acreditam que a violência contra a mulher é um problema que deve ser encaminhado internamente. Entretanto, a mesma porcentagem não possui políticas ou ações para apoiar funcionárias vítimas de violência doméstica.

Em entrevista para o portal RH para Você, a gestora executiva do MM360, Margareth Goldenberg, ressalta a importância das empresas estarem atentas e disponíveis para ajudar as vítimas. Ela comentou ainda que tem orientado as companhias a criarem grupos virtuais de apoio aos funcionários durante a pandemia, contando com ajuda de profissionais de psicologia e assistência social, pois, além de casos de mulheres em situação de risco também há outros problemas como Burnout, depressão, etc.

“Há muitas questões de saúde mental envolvidas no home office. Nesses grupos, há um número/ chat disponível para que os colaboradores possam acessar quando necessário. Essa tarefa está sendo bem implementada nas associadas ao MM360”, explica a executiva.

Além dos grupos e chats onlines, também pode-se pensar em alternativas como videoconferências com apoio do RH,  canal de atendimento exclusivo na intranet e estreitar relacionamento entre líderes e funcionários durante o período de isolamento.

Para a LEVEE a conscientização e a devida importância ao enfrentamento à violência contra a mulher, como qualquer problemática social, fazem parte do DNA da empresa, uma vez que está entre o nosso ofício valorizar e gerar oportunidades para pessoas.

Acreditamos que a dependência financeira é um dos principais fatores que mantêm mulheres em situação de vulnerabilidade e em relacionamentos abusivos. E nós temos como missão democratizar oportunidades para todos.

“Essa é uma responsabilidade das companhias. Precisamos aumentar a consciência das empresas sobre sua responsabilidade no combate à violência e começarmos a entender e atuar sobre o tema, do ponto de vista corporativo” –   Ivana Mozetic – VP de Marketing da LEVEE.

 

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