Quais os efeitos da pandemia do novo coronavírus nos Departamentos de Recursos Humanos

Os desdobramentos da pandemia da Covid-19 na economia brasileira têm provocado uma série de mudanças no mercado de trabalho, como o teletrabalho, demissões e redução de jornada e salários.

Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o desemprego saltou de 11,2% no trimestre até janeiro para 12,6% em abril. Porém, as medidas de distanciamento social impostas para se tentar limitar o avanço da doença também têm reduzido o nível de procura por trabalho, fazendo com que o desemprego pareça menor do que é.

Muitas das tendências que já estavam em andamento certamente serão aceleradas pela pandemia. Sair da crise levará muito tempo e a vida pós-pandemia será diferente.

Na crise o uso da tecnologia ganhou importância. As organizações já iniciaram a digitalização de práticas atuais e devem aproveitar a oportunidade para um redesenho de sua atuação.

Esse momento pode ser positivo para a uso da tecnologia no RH.  É um fato que implementação de tecnologia inteligente de RH será acelerada durante a crise atual. A rápida disseminação do vírus faz com que organizações tenham que se adaptar a novas realidades para proteger a saúde e a segurança de sua força de trabalho; até os chefes mais conservadores estão repensando o modelo de trabalho de suas equipes.

Algumas mudanças que já estão acontecendo:

  • Recrutamento: entrevistas em vídeo, avaliações on-line, testes on-line e uso da gamificação;
  • Medição: medição do humor (em tempo real ou através de pesquisas de pulso)
  • Aprendizagem e desenvolvimento: oferecendo às pessoas soluções de micro aprendizagem baseadas em uma avaliação do trabalho que realizam em casa;
  • Bem-estar: oferecendo aos funcionários acesso a soluções on-line de resiliência / redução de estresse

Home office

Trabalhar em casa tornou-se o padrão para muitos trabalhadores de escritório em questão de dias. A expansão do novo coronavírus e o surgimento de novos casos no Brasil aceleraram a adoção de empresas brasileiras ao home office. Um estudo realizado este ano pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que 30% das empresas brasileiras devem manter o home office em suas jornadas de trabalho após a pandemia do novo coronavírus.

Grandes líderes

Em tempos de crise, os chamados “líderes fortes” ganham protagonismo. Porém, em um período em que muitos estão atuando remotamente, o autogerenciamento das equipes também é uma tendência. Os membros da equipe passam a confiar na liderança distribuída entre eles.  

 HR Analytics

Uma análise completa das pessoas era importantíssima nas organizações. E continuará sendo. A crise atual cria uma espécie de “laboratório” no local de trabalho. Empresas que pensam à frente intensificaram medições e análises para aprender com a situação atual, como insumo para o redesenho para o futuro.

Produtividade

Com as mudanças que estão ocorrendo o RH deverá analisar como o aumento de vendas (por exemplo) e produtividade se relacionam com o aumento do envolvimento e bem-estar dos funcionários. Esse é um ponto que deverá ser prioritário entre as organizações.

Soluções digitais

Alguns RHs ainda não identificaram os reais benefícios de soluções digitais, como Inteligência Artificial e a automatização de processos. A pandemia e o consequente isolamento social aceleraram processos e abriram oportunidades. A Inteligência Artificial e tecnologias correlatas têm remodelado boa parte dos processos corporativos tradicionais de empresas de praticamente todos os segmentos.

 

A implementação de práticas envolvendo IA e a criação de algoritmos personalizados resulta em processos de seleção mais ágeis. Os processos de planejamento estratégico de ações, a criação de metas e o acompanhamento de demandas também podem ser aprimorados utilizando estas novas tecnologias.

Recrutamento e seleção

Com a pandemia do Covid-19, os recrutadores estão tendo que tomar medidas para conter a propagação do vírus. Com isso, devem ser adotadas novas formas de recrutar, que não implicam o contato presencial. É o chamado Recrutamento Inteligente.

A transformação digital chegou e as empresas que já se adaptaram, estão saindo na frente durante a crise. O recrutamento pode ser feito com a ajuda de softwares, que possibilitam a aplicação de testes online, análise de currículos automática, entrevistas por vídeo e outras funcionalidades. Além de otimizar o trabalho, fornecendo mais informações baseada em dados e análises de pessoas, hoje em dia é a melhor maneira para contratações mais seguras no cenário em que vivemos. 

Algumas empresas fornecedoras de tecnologia, como a plataforma que foi desenvolvida pela LEVEE, atingiram um nível de complexidade tão avançado que as permitem firmar compromissos de recolocar funcionários em 72 horas com perfil ideal para atuar nas mais diversas operações, clientes e regiões do país. Atualmente, pelos processos tradicionais, esta etapa demoraria entre 10 e 20 dias.

 

E não se trata apenas de aprimorar e agilizar o sistema de contratação, mas também gerar ganhos financeiros capazes de impactar toda a operação de uma companhia. É certo que, quanto mais adequado for o perfil do profissional à vaga que ocupa, mais eficaz será o resultado do trabalho que desempenha.

 

Ao detectar os perfis de colaboradores com maior aderência a cada função, processo que pode ser personalizado conforme a necessidade de cada companhia, a IA colabora para diminuir elementos altamente corrosivos à margem de lucro, como turnover, absenteísmo e subsequentes custos com reposições. Com a Inteligência Operacional, o recrutador transforma, automatiza e digitaliza todo o processo de recrutamento desde a convocação das vagas, triagem de candidatos, agendamento e até a entrevista que também pode ser feita via videoconferência. 

 

 

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