Saiba como tornar o setor de RH mais estratégico pode transformar seus resultados operacionais

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CEO da LEVEE, Jacob Rosenbloom, destaca em artigo como o departamento de RH, o coração de qualquer empresa, pode fazer toda a diferença também no fluxo de caixa

Cabe ao RH o controle do bem mais valioso de qualquer empresa: seus colaboradores. No entanto, quando o assunto é a eficiência e lucratividade da operação, nem sempre é atribuído a este departamento um papel estratégico, o que acaba fazendo com que o RH seja menos reconhecido na hora de dividir os louros pelos bons resultados.

Mas a aplicação de novas tecnologias no setor já está mudando este cenário e, em pouco tempo, o RH deve novamente ganhar o destaque que lhe foi negligenciado nos últimos anos. Justamente porque é o setor com mais poder de transformar os fatores que mais afetam os resultados operacionais: altos índices de rotatividade, absenteísmo e os custos com as reposições.

É deste ponto de partida que parte o CEO da LEVEE, Jacob Rosenbloom, para detalhar de que maneira a implementação de tecnologias baseadas em Inteligência Artificial e machine learning podem tornar o setor de RH ainda mais estratégico e aumentar seu reconhecimento perante aos resultados operacionais das empresas. Confira como isto é possível no artigo abaixo, escrito por Rosenbloom e publicado no portal Mundo RH.

RH e produtividade: como garantir melhores resultados para o negócio

Dentro de uma empresa, o RH é o departamento que tem a responsabilidade de seleção, contratação, treinamento, remuneração, formação sobre higiene e segurança no trabalho, e estabelecimento de toda a comunicação relativa aos funcionários da organização. Apesar de cuidar dos ativos mais valiosos da empresa, é um departamento muitas vezes negligenciado. Pesquisas da McKinsey e do Conference Board constatam consistentemente que os CEOs em todo o mundo veem o capital humano como um grande desafio e muitas vezes classificam o RH apenas como a oitava ou nona função mais importante de uma empresa.

A partir do momento em que as empresas se veem pressionadas por resultados, por aumento nas margens e com a missão de se diferenciar perante a concorrência, as cobranças e oportunidades também chegam ao RH. Os principais fatores que afetam diretamente os resultados operacionais da empresa e que mais preocupam hoje são os altos índices de rotatividade, absenteísmo e os custos com as reposições. Com uma gestão mais eficiente de capital humano, trazer resultados reais de negócios para as empresas pode ser a chave para mostrar que esta área precisa ter uma atuação mais estratégica.

“Uma tendência especificamente para a área de R&S (Recrutamento e Seleção) é o uso da tecnologia para melhorar a eficiência e eliminar processos manuais, burocráticos e suscetíveis a um viés inconsciente. Hoje é possível ir além de 12 currículos e agendamento de entrevistas para contratações e a tecnologia também pode ser uma ótima aliada em outras atribuições do departamento de recursos humanos.” – Jacob Rosenbloom, CEO da LEVEE

Em meio a um cenário de recuperação ainda lenta da atividade e de aumento no número de pessoas trabalhando na informalidade, a produtividade da economia brasileira ficou estagnada em 2018, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). A produtividade brasileira poderia ser alavancada no curto prazo com investimentos em tecnologia como machine learning e inteligência artificial.

Varejo, alimentação, serviços terceirizados e saúde são os quatro setores da economia que mais são atingidos pela baixa produtividade. Cerca de 40% dos profissionais da camada operacional tendem a trocar de emprego anualmente, configurando alta rotatividade e consequentemente gastos que podem girar em torno de 2 e 5 salários (incluindo verbas de desligamento do funcionário anterior, processo de seleção de um novo, verbas de contratação e treinamento até deixá-lo apto a desempenhar integralmente suas funções).

Utilizando mais de 500 critérios técnicos, a tecnologia de machine learning garante a maior aderência de um candidato a uma posição aumentando assim a retenção do colaborador. À medida que o RH adota tecnologias baseadas em inteligência artificial aplicada gestão de quadro, aumenta sua relevância junto às áreas de operações e de negócios ao trazer resultados reais e palpáveis.

* Jacob Rosenbloom é CEO da LEVEE