RH: estratégico, tecnológico e transformador

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RH: estratégico, tecnológico e transformador

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Gerir bem o capital humano significa apoiar a produtividade da empresa.

 

A área de Recursos Humanos vive seu melhor momento dos últimos anos. Com a busca crescente das empresas por melhorar sua estratégia e ganhar em competitividade perante os concorrentes, a área de gestão de pessoas tem nas mãos a possibilidade sem precedentes de atuar como player de impacto em toda a operação. E tem na tecnologia um de seus maiores aliados.

 

E quando falo de tecnologia, não falo apenas de utilização de ferramentas para automação e agilizar funções, mas de recursos capazes de melhorar processos inteiros e trazer retornos financeiros expressivos para toda a organização. Sistemas inteligentes de captação de candidatos, sem dúvida alguma, trazem suporte para área de recrutamento e seleção, mas por si só não dão a noção completa se determinada pessoa tem maior ou menor probabilidade de adequação à posição.

Uma das maiores oportunidades está no uso de inteligência artificial para identificar candidatos com maior propensão de aderência à determinada vaga e atacar diretamente uma das principais dores das empresas e que corrói sua produtividade: os altos índices de rotatividade, absenteísmo e os custos com as reposições.

Na ponta do lápis, falamos em algo como de dois a sete salários por funcionário para cada reposição, segundo pesquisa que realizamos aqui na Levee, considerando custos com as verbas rescisórias, realocação de equipe para cobrir a função, treinamento, entre outras coisas. São custos muitas vezes invisíveis e que já são altos para vagas em pouca quantidade. Agora projete isso para empregadores com milhares de funcionários, mais de 5 mil, 10 mil, 20 mil pessoas.

Entre as principais conquistas estão: retenção de funcionários, corte de custos com vale transporte, encontrando candidatos mais assertivos e com residência mais próxima do posto de trabalho por meio de tecnologia de geolocalização. Isso sem contar a automação nas funções de triagem de currículos e agendamento de entrevistas, que ajudou a equipe do setor a estar mais apta a dedicar-se a projetos mais estratégicos.

Acredito que o impacto da inteligência artificial não para por aí. Falando na fase pós-contratação, a grande oportunidade estende-se para a gestão de quadro de funcionários, dando mais visibilidade a dados estratégicos capazes de impactar toda a operação.

À primeira vista pode parecer algo futurista demais, mas não é. Tudo o que eu mencionei acima já é realidade e só tende a acelerar ao longo dos próximos anos. Uma recente pesquisa do McKinsey Global Institute (MGI) prevê que as companhias que conseguirem incluir inteligência artificial às suas operações dobrarão seu fluxo de caixa entre cinco e sete anos, enquanto as retardatárias terão baixa de 20% nessa mesma métrica até 2030.

Agora, é necessário fazer uma boa diferenciação de quem realmente oferece tais vantagens competitivas daqueles que apenas prometem. Em suma, acredito que gerir bem o capital humano significa apoiar a produtividade da empresa, que rende mais e lucra mais. O RH – que gere o ativo mais importante da empresa inteira, o capital humano – tem em suas mãos uma chance jamais vista de consolidar essa posição estratégica, apoiada em elementos tecnológicos que transformam e auxiliam toda a operação corporativa. E essa gestão eficiente, transformadora e apoiada em dados, é a chave da competitividade empresarial para os próximos anos.

Marcelo Salles é VP de Negócios da LEVEE, empresa brasileira de tecnologia que utiliza recursos de machine learning aplicados à força de trabalho para aumentar a produtividade e a eficiência das empresas. Com cerca de 15 anos de experiência como executivo de empresas de tecnologia, atuou em multinacionais como SAP e Oracle. É formado em Administração de Empresas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e tem MBA pelo Ibmec, e atualmente lidera as áreas de Vendas e Customer Success na LEVEE.