LEVEE participa de evento da ONU em NY e reforça compromisso com equidade de gênero

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Jacob Rosenbloom, CEO da LEVEE, e Ivana Mozetic, VP de Comunicação e Marketing, participaram, entre 19 a 22 de março em Nova York, da 63ª Sessão da Comissão sobre a Situação das Mulheres (Commission on the Status of Women), realizado pela ONU Mulheres. Segundo maior evento anual no calendário da Organização das Nações Unidas, neste ano a reunião abordou o tema “Proteção Social, Serviços Públicos e Infraestrutura”. A comitiva na ONU, com executivos brasileiros, foi organizada por Adriana Carvalho, gerente na área de empoderamento econômico e relacionamento com empresas da ONU Mulheres.

Na oportunidade, as principais ações colocadas em prática pela ONU Mulheres nos últimos anos foram destacadas, entre as quais as campanhas pela igualdade salarial, contra o assédio sexual e pela extensão das licenças-maternidade. Atualmente já existem 1,2 mil companhias no mundo utilizando a ferramenta de análise de desigualdade de gênero do Women’s Empowerment Principles (WEP’s), acordo de protagonismo feminino da ONU, do qual a LEVEE é signatária. Projetada com foco em negócios para ajudar empresas a avaliarem o desempenho em termos da igualdade de gênero no local de trabalho, no mercado e na comunidade.

O CEO da LEVEE, Jacob Rosenbloom participou da plenária “Youth in the changing world of work”, e destacou que a promoção da equidade deve ser colocada em prática de modo transversal, em todos os setores de uma empresa.

“Ter responsabilidade social não se restringe a eliminar preconceitos no momento da contratação e sim em ter consciência da necessidade de impulsionar a equidade, de primar pela transparência nos processos, na criação de políticas de inclusão de mulheres em todas as etapas seletivas, inclusive para os cargos de liderança, de propiciar um ambiente e rotina de trabalho adaptável a necessidades distintas, de garantir que os ambientes não sejam tóxicos à convivência”, exemplificou Jacob Rosenbloom.

Ter esta responsabilidade, acredita o executivo, passa por criar mecanismos para atrair profissionais competentes, com potencialidades e habilidades absolutamente relevantes mas que, nos processos convencionais de seleção ou de recrutamento, são ignoradas, descartadas.

“Ter responsabilidade social é lutar para atenuar as desigualdades que, no mercado, acabam sendo generalizadas. E, em um ambiente corporativo que exige das empresas o maior crescimento possível em menor tempo, fazer isso tem um preço. Tivemos que bancar o custo de crescer de modo não tão veloz para honrar nossos princípios. Mas o mais interessante é que, frente à robustez dos resultados que estamos colhendo agora, o que já imaginávamos, está se concretizando. Comprovamos na prática o que os estudos indicavam: há uma relação direta entre diversidade e lucro”, avaliou.

Na LEVEE, a participação igual de mulheres começa já entre as investidoras – Bedy Yang e Laura González, passando pelas lideranças, pelo departamento de marketing, pelas políticas da empresa e, também no desenvolvimento do sistema. Sobre este ponto em específico, o CEO contou da dificuldade de se encontrar mulheres desenvolvedoras no Brasil. “Quando nos deparamos com esta realidade, pensamos que o jeito era formá-las dentro de casa. Incentivamos colaboradoras de outras áreas que manifestam vontade de atuar como desenvolvedoras e as capacitamos para tal. Assim como as demais ações, leva um tempo um pouco maior, mas compensa no resultado”, disse.

Também participaram do mesmo painel, que foi moderado por Jessica Bocardo, diretora do Boston Consulting Group, Matthieu Cognac, especialista sênior da International Labour Organization, Alice Clavel, professora-chefe da Le Wagon, Jesse Haines, diretora do projeto Grow with Google e Kathleen Noreau, do Fórum Econômico Mundial.

Ivana Mozetic, VP de Comunicação e Marketing da LEVEE, reforça que a plataforma da LEVEE elimina vieses contidos nos processos de contratação tradicionais. “Nossa missão, além de melhorar índices de performance específicos a contratação de mão de obra operacional, é contribuir para aumentar a consciência de todo o ambiente corporativo, não somente em relação à equidade de gênero, como também para as demais minorias qualitativas. Temos a oportunidade – e o privilégio – de desenvolver e aplicar a tecnologia com um propósito: evitar que a desigualdade do passado se perpetue”.

No entanto, ainda há muito a se avançar. A ONU Mulheres estima que, mesmo com as melhorias, a equidade de gênero no meio corporativo não seja alcançada nos próximos 200 anos. O principal objetivo para 2019 é aumentar em 30% a presença de mulheres em cargos C-level, de gestão estratégica, conselhos e demais posições de liderança, apoiar a criação de leis que garantam uma equidade salarial e que apliquem sanções às empresas que não cumpri-las, fazendo o tema de equidade de gênero ganhar destaque no plano de negócios das companhias.

Estudos indicam que as novas tecnologias são um desafio no terreno da empregabilidade, mas também representam oportunidades. Um estudo do Gartner aponta que inovações tecnológicas excluirão, nos próximos anos, 1,8 milhão de postos de trabalho tradicionais. Ao mesmo tempo, segundo a mesma pesquisa, 2,3 milhões novos empregos serão criados.

A embaixadora para as questões de gênero na União Europeia, Mara Marinaki, contou que o índice de empregabilidade de mulheres de 18 a 25 anos é de apenas 20%, o mais baixo entre todas as faixas etárias. “Além do mais, somente uma em cada três mulheres ocupam cargos de liderança ou sênior. No meio político, a presença também ainda é pequena. Achamos necessários estudar a utilização de cotas para aumentar o número de mulheres na política”, disse.

Isabelle Durant, deputada belga e Secretária-geral adjunta da Conference des Nations Unies sur le Commerce et le Développement, (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento), ressaltou o fato de as mulheres estarem pouco representadas no segmento de tecnologia. “As novas tecnologias estão a todo o tempo transformando a maneira que vivemos, o que representa uma oportunidade de melhorar as condições de vários aspectos da humanidade. O que precisamos nos perguntar é como estas inovações afetarão o mundo do trabalho das mulheres, visto que os algoritmos e softwares são programadas majoritariamente homens”, questionou.

Isabelle também mencionou o fato de o BB DTVM, empresa gestora dos fundos de investimento de clientes do Banco do Brasil, ser o primeiro fundo com empresas comandadas por mulheres negociado em bolsa. E apresentou um case da Malásia, que abriu um programa de incentivo venture capital exclusivamente para mulheres. “Investir em negócios criados por mulheres não é apenas a coisa certa a se fazer, como também a mais esperta. 63% das empresas comandadas por mulheres entre estas empresas malaias, apresentam resultados superiores”, comenta a política, acrescentando que já estão previstos investimentos de mais de US$ 50 milhões para os próximos dois anos, totalizando US$ 700 milhões ao final do programa”, comentou.