LEVEE apoia evento pela equidade de gênero e fim da violência contra a mulher

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No 1º Fórum IVG, realizado na última semana em SP, lideranças de RH de grandes companhias debateram os desafios em um cenário de integração, equidade de gênero e ambiente seguro para as mulheres

Nos três primeiros meses de 2019 o Brasil registrou mais de 200 casos de feminicídio, dado que nos coloca na triste posição de 5º país que mais mata mulheres no mundo. Em média, 164 mulheres são estupradas todos os dias, ou seja, seis estupros por hora.

Estes foram alguns dos números expostos no 1º Fórum IVG, evento beneficente realizado pelo Instituto Vasselo Goldoni com patrocínio da LEVEE, realizado em São Paulo na última semana. O IVG é uma ação social sem fins lucrativos que incentiva a equidade de gênero e o respeito à diversidade e todo o valor arrecadado com os ingressos foi revertido para o Instituto Maria da Penha.

Durante o evento, lideranças de RH de grandes companhias do país debateram os desafios enfrentados pelas empresas, em um cenário de integração, equidade de gênero e ambiente seguro para as mulheres. O Fórum também teve como objetivo incentivar mais empresas a adotarem políticas e programas de empoderamento das mulheres e, em especial, combate à violência.

Palestraram no 1º Forum IVG algumas das principais representantes da causa, incluindo a própria Maria da Penha, ícone da luta contra a violência contra a mulher, que dá nome à lei e que personifica as atrocidades sofridas histórica e diariamente por milhões de mulheres em todo o país. Em 1983, Maria da Penha sofreu repetidas tentativas de assassinato executadas pelo marido, que atirou nela com uma espingarda e, uma semana depois, tentou eletrocutá-la com os fios descascados do chuveiro.

Em sua exposição, a ativista disse acreditar que ainda estamos distantes de chegar ao dia em que todos os municípios do país contem com políticas públicas para cuidar desta questão, mas clamou para que haja pelo menos um pronto-socorro preparado ou um centro de referência da mulher para acolher as mulheres que sofrem diariamente este tipo de violência.

A LEVEE foi representada pelo CEO, Jacob Rosenbloom, e pela VP de Comunicação e Marketing, Ivana Mozetic. Rosenbloom destacou a necessidade da realização de mais eventos com o objetivo de conscientizar todas as empresas do país a colocarem como prioridades absolutas na operação o enfrentamento à violência contra a mulher, a luta por mais equidade de gênero e o incentivo à diversidade nos quadros de colaboradores.

Insights

Entre os assuntos levantados e insights apresentados durante o evento, vale destaque para a questão da dependência financeira, que ainda é o principal fator de manutenção da violência contra a mulher, mas também que a coragem de uma mulher em romper com este ciclo pode motivar dezenas de outras a fazer o mesmo.

No painel “RH com ações concretas para mudanças”, Glaucimar Peticov, diretora executiva do Bradesco, falou da luta que o RH da empresa encampou, para desconstruir velhos hábitos e crenças e de fazer com que as pessoas percebam que a diversidade é uma força, é um ganho para o mercado.

“E estamos falando em ganho no ponto que mais interessa a qualquer empresa: o resultado. E resultado por meio do capital humano, o mais claro e evidente indicador de sucesso que existe hoje. A tecnologia é sem dúvida um alavancador e um acelerador da distribuição financeira, mas não existe nenhuma possibilidade de alcançar resultados que não seja pelo capital humano” – Glaucimar Peticov, do Bradesco

Majo Martinez Campos, diretora executiva de RH da Atento, mostrou por que a empresa é a que tem maior número de transexuais contratados no país, mais de 1,3 mil colaboradores. “Um ponto importante para todos que quiserem seguir o caminho que trilhamos pensarem é que este tem que ser um tema abraçado pelo comitê executivo da empresa. Começamos este projeto sem o apoio da presidência na época e enfrentamos muita resistência. Nos dois últimos mandatos dos presidentes da Atento é que a coisa mudou e conseguimos realmente acelerar a inclusão. Outro tópico essencial é estudar: quando começamos a nos voltar para o tema da diversidade e dos transgêneros, percebemos o quanto éramos ignorantes. E buscamos os especialistas na área: hoje somos filiados a todas as organizações representativas”, contou.

Patricia Pugas, diretora executiva de gestão de pessoas do Magazine Luiza, falou do papel da iniciativa privada neste cenário e elencou as ações afirmativas colocadas em prática na empresa, como uma cartilha para o enfrentamento da violência de gênero, além do projeto “Eu Meto a Colher Sim”, campanha que incentiva as pessoas a denunciarem relacionamentos abusivos para o 180, telefone de emergência específico para violência contra mulher.

O juiz de Direito Mario Rubens Assumpção Filho e a promotora de Justiça do Estado de São Paulo, Maria Gabriela Manssur também trouxeram um case de sucesso no combate à situação de violência doméstica e familiar: o “Programa Tem Saída”, política pública voltada à autonomia financeira e empregabilidade da mulher, criado através de uma parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho da Prefeitura de São Paulo, Ministério Público de SP, Defensoria Pública, Tribunal de Justiça, OAB-SP  e ONU Mulheres.

Participaram ainda dos painéis e debates: Edna Vasselo Goldoni – presidente do IVG e idealizadora do evento; Fabiana Soares – consultora empresarial; Regina Celia Barbosa  – VP do Instituto Maria da Penha; Maristella Marante – diretora global da Schneider Electric; Carolina Ferracini, gerente de projetos de prevenção e eliminação da violência contra as mulheres da ONU Mulheres; Raquel Preto, do Grupo Mulheres do Brasil e Jacira Melo, do Instituto Patrícia Galvão.

A Revista Cláudia também fez a cobertura do evento, a diretora da publicação, Guta Nascimento, mediou uma das palestras. Confira na matéria da revista os conteúdos dos demais painéis, com Adriana Carvalho, gerente para os Princípios de Empoderamento Econômico da ONU Mulheres, Ana Addobbati, fundadora do Women Friendly (projeto que treina e certifica empresas contra o assédio sexual) e com Maite Schneider, criadora do TransEmpregos, mais antigo projeto de empregabilidade para pessoas transgêneras no Brasil.

CEO da LEVEE, Jacob Rosenbloom, ao lado de Maria da Penha, a mulher que fez o país compreender de uma vez por todas a gravidade da violência diária e histórica sofrida pelas mulheres

Durante o evento, lideranças de RH de grandes companhias debateram desafios enfrentados pelas empresas na busca pela equidade de gênero e foram elencados cases de sucesso em ações afirmativas. Na segunda foto, Maristella Iannuzzi, da Schneider Electric, e Glaucimar Peticov, do Bradesco, no painel “RH com ações concretas para mudanças” e, na última imagem, Maria da Penha e Ivana Mozetic, VP de Comunicação e Marketing da LEVEE.

 

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